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Povos Muçulmanos Internacional - Brasil - Regiões Norte da África - Líbia

Líbia

Extensão: 1.760.000 km2.

População: 5.400.000 habitantes, quase  3 por km2, com um crescimento demográfico de 3,1% anual.

Capital: Trípoli, com 1.300.000 habitantes. A Segunda cidade, têm 400.000 habitantes. 

Clima
Os 90% do território é desértico ou semidesértico, porém a faixa costeira têm um clima mediterrâneo com verões bem quentes e secos, e invernos mais frios e úmidos. A precipitação anual média, ainda sobre a costa, é de apenas 330 mm.

Recursos da terra

A zona costeira está dividida entre Trípoli (ao oeste) e Cirene (ao leste). Se cultivam a cevada, trigo, tabaco, algodão e cítricos em Trípoli e azeitonas, dátiles e amêndoas nos oásis saharianos. O planalto que se levanta até a planície costeira proporciona pastos para as ovelhas, cabras, gado leiteiro, camelos e asnos. Somente entre 5 e 10% do território libio é cultivável.

Indústria e comércio

O descobrimento em 1959 de uma enorme reserva (jazida) petrolífera no deserto da Líbia, provocou uma revolução que resultou em um crescimento econômico espetacular. Em 1970 a produção diária chegou a sobrepassar aos 3.000.000 de barris de petróleo de alta qualidade. As divisas nacionais têm sido empregadas em armamentos militares e também no melhoramento da agricultura, da indústria, das estradas e na construção  de casas populares.

Dada a escassez de trabalhadores libios especializados, 40% da força de trabalho industrial é trazida do Egito ou de outros países. Se estima que as jazidas de ferro existentes nos desertos da Líbia, se explorados,  produziriam 700 milhões de toneladas de metal.

Grupos humanos

Os libios são de ascendência mista: árabes e berberes. E 25% dos habitantes são trabalhadores estrangeiros, na maioria egípcios.

Idiomas
Somente  2% da população ainda fala berbere; o árabe é o idioma nacional.

História
O nome da Líbia deriva-se de uma tribo berbere, os lebu de Cirene oriental, e foi o que os gregos usaram para todo o norte da África até o Oeste do Egito. O Fezán no Sudoeste, Cirene (estabelecida pelos gregos cerca de 630 A.C.) e  Trípoli (com  sua população fenícia chegada de Cártago por volta de  700 A.C.) eram três províncias independentes. Estas foram governadas sucessivamente pelos egípcios, pelos persas, pelos romanos (quase 500 anos), pelos vândalos, pelos árabes e pelos turcos. Uma das mais bonitas cidades coloniais romanas, Leptis Magna (hoje parte de Trípoli), foi construída na Líbia.

Em 1912, a Itália subjugou os turcos e colonizou o pais até o fim da  Segunda Guerra Mundial. A Líbia foi declarada independente em 1951 pelas Nações Unidas, e se constituiu uma monarquia debaixo do reinado do Rei Mohamed Idris al Senussi (Idris I), quem antes havia dirigido o movimento de resistência nacional.  Este rei foi derrotado em 1969 por um golpe militar que introduziu no poder o Coronel Muamar Kadafi

Governo
A Líbia é uma república (Jamahiriya) comprometida com o islamismo e com o socialismo revolucionário. Kadafi segue sendo o chefe de Estado.

História religiosa

No tempo dos romanos existia em Cirene uma comunidade judaica considerável, e os judeus cirenos, presentes em Jerusalém no dia de Pentecostes, foram provavelmente aqueles que levaram primeiro a fé cristã até a Líbia. O cristianismo chegou a Trípoli desde Cártago. Depois da invasão árabe de Cirene em 641 d.C., o islamismo gradualmente foi dominando o cristianismo até abarcar a totalidade da população.

Atualidade religiosa

Os 93% dos habitantes são muçulmanos (e 100% deles são libios). Há alguns copticos e católicos estrangeiros. Não se tem o conhecimento de cristãos locais e oficialmente não se encontram neste pais missionários evangélicos. É proibido qualquer tipo de testemunho cristão ativo entre os libios.

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